segunda-feira, 16 de junho de 2014

Semana Colorida

Semana Colorida 

com





Arraial Colorido

(Anne Lieri)



Vamos lá minha gente?!

Como não falar de FORRÓ?

JÁ QUE ESTAMOS EM JUNHO, VAMOS FALAR DE FORRÓ?


“Quem não gosta de samba, bom sujeito não é. É ruim da cabeça, ou doente do pé”, composição de Dorival Caymmi que foi regravada por vários artistas. Uso disso para me referir a outro estilo musical, o forró. E digo mais: “Quem não gosta de forró, abestalhado é. Não bate bem da cabeça ou não sabe arrastar o pé”.
FORRÓ1.jpg
Impossível falar de forró e não citar Luis Gonzaga, o eterno rei do baião. Uma das figuras mais importantes da musica popular brasileira de todos os tempos. Entre outros artistas consagrados como Jackson do Pandeiro, Elba Ramalho, Alceu Valença e Dominguinhos. Se você nunca parou para ouvir um deles, trate de começar agora. Aproveita que é junho. O mês do São João, das comidas derivadas do milho, das quadrilhas e porque não o “mês do forró”.
Sou nordestino e paraibano, portanto há quem diga que sob o meu olhar, seja suspeito escrever sobre a “música da minha terra”. Pode até ser, mas já parou pra ouvir um bom forró? Duvido que não tenha vontade de entrar no meio do salão ou do terreiro, puxar um par e dançar agarradinho ao som enamorado da sanfona.
Se eu sei dançar? Acredite se quiser. Sou tão duro quanto um pau de sebo. Mas danço mesmo assim, pisando no pé da companheira e todo desengonçado. Não tem segredo: é dois pra lá e dois pra cá. O restante se aprende no embalo do xote. A poeira sobe, o suor desce e o tempo passa que a gente nem vê.



A decadência do forró
Assim como todo estilo musical, o forró também sofreu modificações ao longo do tempo. O tradicional pé de serra, com zabumba, triângulo e sanfona, foi se adaptando a modernidade e inserindo instrumentos eletrônicos como a guitarra e a bateria, por exemplo, além de incorporar elementos do pop, rock e do axé. As letras que antes falavam de temas regionais e cantadas com sotaque interiorano, vão dando espaço ao romantismo e uma levada mais jovem.
O forró universitário pode ser considerado como a segunda geração do forró. O nome se dá pelo apelo ao público alvo, os universitários. Uma junção do forró tradicional com pop e rock, mas sempre respeitando o original, sem perder as raízes plantadas por Luiz Gonzaga em outrora. No começo dos anos 2000, o forró universitário estava em alta, tanto é que cresci ouvindo os cânticos de Falamansa, Bicho de pé, Rastapé e Circuladô de Fulô.


Inspirado pelo sertanejo, axé e pelo “tecnobrega”. O órgão eletrônico substitui a sanfona e a banda passa a ter mais integrantes que uma escola de samba, além das bailarinas que enfeitam o palco durante a apresentação. O forró foi se modificando e aderindo novos elementos até se transformar no “forró de plástico”, como diria Chico César.
O forró estilizado está para o forró tradicional assim como o sertanejo universitário está para o sertanejo de raiz. É nada mais que um produto comercial, letras que tem como foco o sexo, as bebidas, além da desvalorização da mulher quase como um objeto.
A culpa do sucesso dessa música tão ruim, digamos assim, é do próprio público e da mídia em geral. Afinal de contas, se esses artistas lançam música nova todo mês e fazem shows todas as semanas é porque tem quem faça a propaganda e quem consuma esse produto. O impressionante é que são infinitos artistas iguais, com o mesmo repertório, mudam apenas a voz, que por sinal é uma negação.


A grande verdade é que não só o forró, mas a música em si vem decaindo e perdendo sua essência com tanta modernidade.
Antes de nos deixar, Luis Gonzaga disse: “Não deixe morrer meu forrozinho”. Então, por favor, em respeito ao rei do baião, encontrem outro nome, mas não deixem que esse ritmo banalizado e de plástico seja chamado de forró.




Vamo dança um forrozin??







4 comentários:

Anne Lieri disse...

Alê, que grande contribuição á cultura brasileira essa sua postagem! De fato Luiz Gonzaga não merece que esqueçamos seu forró! Linda e pertinente participação! bjs e boa semana,

Pequeno Príncipe disse...

Linda postagem, na minha escola toca muito a música de Luis Gonzaga nas festas juninas!
Adorei a sua participação
beijinhos Pedrinho

Allê Monteiro disse...

Olá Pequeno Príncipe!!!!
Que honra!!!!!
Festa Junina sem o Luis Gonzaga, não é festa!!!
Obrigada!!
Allê Monteiro

Allê Monteiro disse...

Anne Lieri, sem o Luis Gonzaga não tem festa Junina,né???kkkkkkk
Obrigada!!
Bjsssssssssssssssss
Allê Monteiro