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quarta-feira, 29 de outubro de 2014







7 conselhos para pais adotivos:

1 – Esteja consciente de que adoção é pra sempre.
2 – Mantenha-se informado sobre o seu processo. Faça visitas frequentes à comarca onde abriu o processo. 
3 – Atualize o seu cadastro com regularidade. 
4 – Seja honesto sobre tudo. Não esconda nada nas entrevistas.
5 – Esteja preparado para compartilhar suas experiências com outras pessoas que também pretendem adotar.
6 – Não tenha medo de expressar suas emoções.
7 – Divida com amigos e familiares seus altos e baixos, alegrias e tristezas, esperanças e medos.

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quarta-feira, 4 de junho de 2014

Adoção

E se fosse comigo ou com você?

Confesso, que não sei o que faria se  fosse comigo!
Não consigo me imaginar passando por algo desse tipo, como: Perder os meus quatro filhos,acontecendo o mesmo como o caso da Duda.
Nem me imagino sem os meus filhos por que  foi algo que sonhei, pedi a Deus e fiz tudo que a justiça pediu,assim como fez a mãe da Duda. 
Fico pensando:
E não aceito mesmo ser vista como  "Uma mãe temporária", seria o fim. 
O que falta é SER humano com uma criança que tem sentimentos e direitos que devem ser respeitados.
Um pouquinho da minha história como mãe
Em julho 14/07 completou dois anos que ganhei o meu filho WM com 11 anos de idade,viver sem ele? Nem pensar meu Deus,por que eu sei que não nasceu de mim mas, nasceu para mim então,é meu filho!
Em abril deste ano de 2013 ganhei a DM com 12 anos de idade,sempre foi minha  e o amor que sinto não pode ser comparado a tempo,quantidade de dias,anos ou meses por que nos amamos. É a minha filha que sonhei. Perdê-la??
Não passa pela minha cabeça,assim como não passa pela cabeça ou coração de nenhuma mãe.
E no dia 23/08 também deste ano ganhei os irmãos bio. (por parte da genitora)   o MH com 10 anos de idade...parece tão pouco tempo,né?
Mas, para o coração de uma mãe que ama é uma vida inteira e ,é o sentimento que tenho.
Sempre foram meus apenas, nos encontramos agora e por que agora e não antes?
Simples,aprouve Deus ser assim e quem sou eu para questioná-lo.
Meus filhos estão acompanhando essa história da Duda e até me perguntaram se isso pode acontecer com eles,expliquei,claro!
Um dos meus filhos me fez a pergunta:
_Mãe,você conseguiria viver sem nós?
Nuncaaaaaa, foi a minha resposta!!!
Alguma mãe já se colocou no lugar da mãe do coração da Duda?
Qual foi o sentimento?
O meu foi de pavor!
Eu acredito na justiça,tenho que acreditar por que se não acreditar o que mais poderá acontecer? E quanto  a população, realmente não pode se calar a fatos tão cruéis  com uma criança,uma mãe e um pai.
Eu não sou mãe por acaso!
Eu não sou mãe por acidente!
Eu não sou mãe substituta!
Eu não sou mãe temporariamente!
Eu não sou mãe por tempo determinado!
Sou mãe e desejo que quem me conhece ou não, me trate assim como mãe!
Não gosto,tenho repúdio quanto há certas piadinhas de mal gosto que algumas pessoas fazem e  simplesmente os vejo como pobres de amor,não tem o que oferecer, CALAABOCA!
Só se pode oferecer amor e respeito quem tem e aquele que não os possuem o que pode oferecer??
Desejo justiça para o caso da Duda, por que quantos ainda estão na fila para adoção  e que seguiram todo processo legalmente desejando ter um filho e se deparando com algo tão assustador como este, o que vão pensar??

#FICADUDA


Abraços!!!

Allê Monteiro

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Mãezinha querida:

Mãezinha querida:



Eu sei que você me recebeu com a alma em festa, vestida de sonhos e esperanças. 
Em momento algum lhe passou pela mente que o fato de eu não lhe pertencer à carne, pudesse alterar o nosso infinito amor. 
Eu venho de regiões ignotas e dos tempos imemoriais do seu passado, no qual estabelecemos estes vínculos de afeto imorredouro... 

Foi necessário que nós ambos nos precisássemos, na área da ternura, impedidos, porém, de nascer um da carne do outro, por motivos que nos escapam, a fim de que outra mulher me concebesse, entregando-me a você.

Ela não se deu conta da grandeza da maternidade; não obstante, sou-lhe reconhecido, pois que sem a sua contribuição, eu não teria recebido este carinho de mãe espiritual saudosa, nem fluiria da sua convivência luminosa, graças à qual eu me enterneço e sou feliz.
Filho adotivo!
Quantas vezes me golpearam com azedume, utilizando essas palavras!
O seu amor, todavia, demonstrou-me sempre que a maternidade do coração é muito mais vigorosa do que a do corpo.
Não há mães que asfixiam os filhinhos, quando eles nascem? E outras, não há, que nem sequer os deixam desenvolver-se no ventre, matando-os
antes do parto? No entanto, quem adota, fá-lo por amor e doa-se por abnegação.
De certo modo, somos todos filhos adotivos uns dos outros, pelo corpo ou sem ele, porquanto, a única paternidade verdadeira é a que Deus,
o Genitor Divino que nos criou para a glória eterna.
Mãezinha de adoção é alma que sustenta outra alma, vida completa que ampara outra vida em desenvolvimento.
Venho hoje agradecer-lhe, em meu nome e no daqueles filhos adotivos que, ingratos e doentes, pois que também os há em quantidade, não souberam valorizar os lares que os receberam, nem os corações que se dilaceraram na cruz espinhosa dos sofrimentos em favor da vida e da segurança deles.

Deus a abençoe, mamãe, hoje e sempre!

Texto de Amélia Rodrigues

#Semana da Adoção

#Semana da Adoção
18 a 25 de maio


“CRIANÇAS IDOSAS? O EVANGELHO E A ADOÇÃO TARDIA” POR PR. CARLOS MENDES
19.05.2014
Flávia Silveira

Crianças Idosas? O Evangelho e a adoção tardia “Qual o perfil da criança desejada?” – perguntou a recepcionista da defensoria pública. Aquela pergunta me deixou extremamente constrangido. “Como assim perfil?” – pensei surpreso. Senti-me como se estivesse no balcão de um açougue escolhendo carne para o jantar.
Eu e a Roberta ainda não havíamos pensado sobre isso, mas chegamos a uma conclusão: não são apenas os bebês que são dignos de adoção. Todas as crianças (independentemente de suas idades) precisam de lares amorosos e estáveis. Não entendo que a Bíblia restrinja o entendimento de que filhos são heranças do Senhor a bebês. Com isso não quero ignorar o que chamamos de experiência formativa, pois os primeiros anos de vida são de suma importância. Não quero ignorar, também, que criar filhos desde a infância até a vida adulta é um grande privilégio, e muito menos que adotar crianças mais velhas é muito mais complicado. Mas as crianças devem ser amadas não porque têm a possibilidade de serem “curadas”, mas porque são feitas à imagem e semelhança de Deus. E se Deus me adotou assim, sem perfil pré-definido, como poderia agir diferente? Como escolher? Um bebê? Branco ou negro? Com ou sem irmãos? Saudável ou com alguma enfermidade? Se Deus tivesse colocado critérios para me adotar, jamais teria me adotado. Como agir diferente?
A pergunta número 34 do Breve Catecismo de Westminster diz: Que é adoção? Adoção é um ato de livre graça de Deus, pelo qual somos recebidos no número dos filhos de Deus, e temos direito a todos os seus privilégios. [1]
Perfil? Critério? Nada disso! O texto do Catecismo é claro, não sou eu quem escolhe, é Deus, sem nenhum critério pré-definido.
Vamos entender melhor o que é adoção tardia. Adoção tardia é a adoção de crianças com idade superior a três anos, essas crianças são consideradas “idosas” para a adoção, e muitas foram abandonadas tardiamente pelos pais. Há ainda, aquelas que, devido a maus tratos, foram retiradas dos pais pelo poder judiciário já numa idade mais “avançada”, ou, ainda foram “esquecidas” pelo Estado desde muito pequenas em casas abrigo (caso do meu pequeno Samuel, que estava no abrigo desde os 8 meses e só aos 3 foi encaminhado para a adoção, sendo adotado aos 5).
De acordo com os dados do CNJ (2012), existem, hoje, 27.437 pessoas inscritas no Cadastro Nacional de Adoção e 4.914 crianças e adolescentes aptos a serem adotados. O levantamento foi feito em 10 de janeiro de 2012. Ou seja, existem centenas de pessoas querendo adotar uma criança e outras tantas esquecidas nas instituições. Onde está o desencontro, porque há tantas pessoas que encontram dificuldades na adoção? O problema é que que 91% dos pretendentes querem adotar crianças brancas; das pessoas inscritas no CNA (Cadastro Nacional de Adoção) 82,70% querem adotar apenas uma criança. Somente 16,20% querem adotar duas crianças. E o percentual dos interessados em adotar três crianças cai para 0,77%. Com relação à idade 17,97% querem adotar bebês com até 1 ano; 19,90% querem crianças de 1 a 2 anos; 20,50% querem crianças de 2 a 3 anos; 18,32% querem crianças de 3 a 4 anos. A proporção cai para menos de 1% (0,80%) para crianças com mais de 8 anos de idade. No que diz respeito ao sexo da criança, 33,23% querem adotar meninas e apenas 9,60% desejam meninos. São indiferentes ao sexo da criança 58,89% dos inscritos no CNA. No entanto, a maior parte das crianças disponíveis para adoção são pardas: 45,40%; outras 18,88% são negras; brancas somam 34,56%, e 1,16% não foi informado. 76,85% das crianças e adolescentes possuem irmãos. Ainda segundo o cadastro, 22,21% possuem problemas de saúde. [2]
Como a maioria dos pretendentes à adoção preferem meninas brancas com até três anos de idade, sem problemas de saúde e sem irmãos, o perfil exigido não encaixa no perfil disponível. Aí acontece o entrave. Por isso a demora na adoção e tantas crianças disponíveis, mas sem famílias que as desejam.
Não quero aqui romantizar a adoção tardia e nem afirmar que todos devem optar por ela. Sim, trata-se de um processo mais difícil, pois são crianças marcadas por graves pecados cometidos contra elas e por uma série de rejeições. Mas precisamos entender que é a nossa relação com Cristo que nos identifica. É a nossa identidade como adotados que nos faz adotar crianças, por isso, não devemos adotar crianças para preencher um vazio existencial, resolver problemas, melhorar a autoestima, preencher álbuns de família. Assim como a minha adoção em Cristo foi uma ato baseado na graça e misericórdia do Pai, sem que eu tivesse o “perfil” adequado, a mesma atitude deve reger a nossa adoção de crianças vítimas de abuso, maus tratos e negligência de seus pais biológicos. Quando isso acontece temos um duplo milagre: um milagre no coração de pessoas que se dispõem a entrar neste relacionamento, e um milagre na vida da criança que é inserida em uma nova família.
Mas quando penso neste assunto não posso deixar de me lembrar das palavras de Russel Moore “Imagine por um momento que você esteja adotando um adolescente. Durante o encontro com a assistente social no último estágio do processo, ela lhe diz que esse adolescente de doze anos tem sido submetido a psicoterapia desde os três anos. Ele persiste em queimar coisas e tenta repetidas vezes esfolar filhotes de gato vivos. Ele “se expressa sexualmente”, diz a assistente social, embora não entre em detalhes sobre o que ela quer dizer. Ela continua com uma pequena história familiar: o pai, o avô, o bisavô e o tataravô desse menino, todos tiveram história de violência, desde estupros até assassinatos em série. Cada um deles teve sua vida encerrada do mesmo jeito, morte por suicídio – todos foram encontrados pendurados, com cordas improvisadas com lençóis, em suas respectivas celas de prisão. Você vai querer adotar esse adolescente? Se você o adotasse, não manteria os olhos nele enquanto brincasse com seus outros filhos? Você o vigiaria nervoso, enquanto ele olhasse para a faca de cortar carnes em cima da pia? Você sairia da sala enquanto ele assistisse ao um filme de televisão com sua filha, e estando a luz apagada?”[3]
Acontece que eu era como esse adolescente: mau, invejoso, cruel, inimigo de Deus, inimigo dos filhos de Deus, e ainda assim Ele me adotou. Não é isso que Colossenses nos diz “e a vós que, outrora, éreis estanhos e inimigos no entendimento pelas vossas obras malignas” (1.21), “e a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos” (2.13). Eu particularmente fui adotado quando tinha dezoito anos. Eu não era um órfão no sentido biológico. Não era uma criança abandonada, porém, estava numa condição muito mais séria: eu era um estranho para a família de Deus, um escravo do pecado e objeto da justa ira de Deus. Eu nem percebia isso até que passei a ter contato com o evangelho e a igreja do Senhor Jesus. Conforme eu ouvia o evangelho, Deus abria meu coração para compreender e acreditar. Abandonei meu pecado e confiei na morte sacrificial de Jesus Cristo por meus pecados. Naquele momento, fui adotado em uma nova família. Deus, o justo juiz, tornou-se meu misericordioso Pai. Se você é cristão, se confia no sacrifício substitutivo de Cristo na cruz por seus pecados, você também foi adotado. Já seria extraordinário o suficiente se Deus simplesmente nos redimisse, perdoasse nossos pecados, nos declarasse justos. Se você já perguntou a si mesmo se Deus o ama, não se pergunte mais. Deus Pai o adotou, como seu filho, ou filha, mediante a pessoa e a obra de Cristo.
Então, porque uma criança mais velha também não pode ser alvo de um amor sem exigência? Não quero dizer que a prática da adoção, principalmente a adoção tardia, será sempre bem sucedida. Mas não adotamos crianças pelo sucesso desse empreendimento. Não tenho certeza que o Samuel será um servo de Deus, um bom marido, um bom filho, um profissional bem sucedido, não foi por isso que o adotamos. Adotamos porque fomos adotados, e fomos adotados tardiamente. Porque entendemos que a mesma graça e misericórdia da qual fomos alvos deve ser extravasada ao nosso próximo. Portanto, quero chamá-la para esse tipo de coragem sacrificial, que vê o caráter de uma criança não como geneticamente determinado, e nem determinado pelo ambiente em que ela viveu, mas determinado pela viva fé em Cristo Jesus, fé esta que só pode ser apresentada por uma família que verdadeiramente ama e obedece a esse mesmo Cristo.
_________
[1] Breve Catecismo de Westminster.
[3] Moore, Russel D. Adoção – sua extrema prioridade para famílias e igrejas cristãs. Monergismo, Brasília, 2013.
_________________
Pr. Carlos Mendes é casado com Roberta Mendes há 10 anos, pai do Samuel há 2, pastoreando a Igreja Presbiteriana Aliança – DF, mestre em Aconselhamento Bíblico pelo Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper.

domingo, 18 de maio de 2014

#Semana da Adoção


#Semana da Adoção

Semana nacional da adoção é comemorada no Recife com palestras, caminhada e exposição





Começa hoje, no Shopping Recife, a 2ª Exposição Fotográfica ConVIVA Adoção! A mostra, que faz parte das ações promovidas pelo Gead em comemoração ao Dia Nacional da Adoção, reúne 18 imagens, captadas pela fotógrafa Juliana Lira, acompanhadas de depoimentos sobre como as famílias entendem e convivem 
com a adoção no seu cotidiano. Ela ficará exposta na 5ª etapa do 
Shopping Recife (próximo à loja emme), de 18 a 25 de maio, no horário de funcionamento do centro comercial.
Aguardamos sua visita. 
Prestigie. 
Divulgue. 
Inspire-se.











Boa semana a todos!!!



quinta-feira, 30 de janeiro de 2014


Filho é um ser que Deus nos empresta 
para um curso intensivo de como amar
alguém além de nós mesmos, de como mudar
nossos piores defeitos para darmos
os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. 
Isso mesmo! 
Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem
que alguém pode ter, porque é se expor 
a todo tipo de dor, principalmente da incerteza
de estar agindo corretamente e do medo
de perder algo tão amado. 
Perder? Como? 
Não é nosso, recordam-se?
Foi apenas um empréstimo!

José Saramago - (1922-2010)






segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Rafaela Monteiro
Psicóloga Clínica CRP: 05/40334

Adoção tardia: a história da mãe Brigida

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    Meu nome é Brigida e sou casada com o Laércio. Vamos compartilhar um pedacinho da nossa historia.
    Estamos casados há 3 anos e logo quando nós casamos demos entrada para adotar, dentro do perfil escolhido. Meu marido queria uma criança de 0 a 5 (com possibilidades de serem irmãos) e eu não queria colocar idade mas aceitei sua escolha. Começaram as visitas e as entrevistas e o tempo foi passando. Passamos por todo o processo até que um dia veio o oficial de justiça nos entregar um documento que nos informava que tínhamos ficado grávidos. Que alegria!
    Sentimos que uma fase tinha passado e meu marido costumava falar que a nossa gestação foi de 2 anos. Risos. Tivemos uma gestação com muita ansiedade, curiosidade, mas foi muito bom. Melhor ainda foi quando fomos fazer um curso (que agora é obrigatório), e esse curso mudou nossas vidas.
    Meu esposo ouviu um depoimento de uma garota que agradecia muito aos pai por ter lhe dado a oportunidade de ter uma família. Ela falava que sabia que pra ela, na época com 10 anos, era quase impossível ser adotada, pois todos queriam bebes ou crianças de 0 a 5 anos.
    Foi um depoimento lindo e meu esposo saiu de la falando em mudar a idade do perfil, e assim fizemos. Passamos de 0 a 5 para 0 a 10 anos. Depois que mudamos a idade, em 16 dias tivemos nossa primeira ligação falando de dois irmãos dentro do nosso perfil.

    Logo depois…
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    Falaram que mandariam fotos para o nosso e-mail e quando abrimos o e-mail foi como se tivéssemos fazendo nosso primeiro ultra-som, que emoção!  Sentimos que eram eles nossos filhos, não tivemos duvida, nossos filhos já estava ali em trabalho de parto prontos pra cair em nossos braços! Risos…
    Depois disso nos ligaram falando que já haviam falado com as crianças e que elas estavam super felizes e que estavam com eles ali, perguntaram  se eu queria falar com elas, imagine se não! A menina foi a primeira e para a surpresa de todos, inclusive a minha, ela falou sua primeira palavra: oi mãeeee!!! Fiquei sem palavras, a emoção tomava conta de meu corpo, barriga um frio na barriga e mesmo tempo um calor.. Risos…  Depois veio o menino com uma voz tímida quase nem dava pra ouvir, mas que coisa boa!
    Uns dois dias depois nos ligaram mais duas vezes de outras cidades, falando de outras crianças que se encaixavam em nosso perfil, mas nossa escolha já tinha sido feita, não queríamos mais conhecer outras crianças, nosso destino já tinha sido cruzado e um forte laço foi formado, marcamos o dia e hora e fomos ao encontro de nossos filhos. A unica coisa que nos deixava triste era saber que eles tinham mais dois irmãos, um de 13 e outro com 17.
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    Eram quatro irmãos que iriam se separar, e nosso sentimento era um misto de alegria e tristeza pelos outros irmãos. Assim, fomos ao fórum, passamos por mais entrevistas e nos falaram que íamos conhece-los e que se fossem eles quem nós queríamos, era para dar dar entrado no pedido. Falamos antes mesmo de ir ao abrigo que eram eles os nossos filhos. Não tínhamos duvida nenhuma, fomos conhece-los e nosso tempo de convivência foi de umas 2 horas conhecemos o abrigo, os outros dois irmãos (um tem esquizofrenia, o de 17 anos).
    O de 13 estava muito triste e saímos dali com as duas crianças e o coração cortado. Foi muito choro. As crianças queriam entrar no carro logo que chegamos, queriam ir embora. Assim, quando fomos embora decidimos não cortar o vinculo com os irmão.

    Uma nova história
    Pegamos a estrada rumo a uma nova historia. Quando chegamos em casa foi muita festa, eles pareciam que estavam sonhando. Um dia a Kívia perguntou ao Thiago: nós fomos adotados? A ficha dela não tinha caído ainda… Na adaptação tivemos um pouco de trabalho em relação a dividir, comer, regrinhas básicas, mas não foi nenhum bicho de sete cabeças. Kívia me queria só pra ela, tudo era dela, coisas desse gênero, mas com carinho, pulso firme e muita conversa conseguimos vencer isso, e a recompensa tem sido maior que o trabalho.
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    Depois de 5 meses resolvemos pedir para o juiz deixar o irmão de 13 anos vir passar as ferias conosco, mas antes disso, sempre que eles pediam, nós ligávamos para o abrigo para eles conversarem. A nossa maior felicidade foi quando soubemos que o juiz tinha autorizado e que ele viria passar uns 20 dias com a gente.
    Com dois dias dele conosco, meu filho me chamou pra um particular, e me falou: oh mãe, o Isaías queria te chamar de mãe ele pode? Me cortou o coração, disse que podia. Ainda brinquei: “vou adotá-lo nesse tempo que tiver aqui, mas como ele é maior demorou um pouco pra me chamar de mãe, diferente das crianças que já sairão do abrigo nós chamando de mãe e pai.
    Com duas semanas meu esposo me disse que queria ficar com ele e imediatamente fui ver o que precisava fazer, mas o fórum estava de ferias e tínhamos que esperar uma semana. Confesso q eu acordava de madrugada pensando se iríamos fazer o certo, tive medo, insegurança, mas da mesma forma que vinha o medo ele ia embora. Só de pensar no amor que eles tinham entre eles, isso me dava certeza de isso era a coisa certa. Quando sentamos para conversar com ele da nossa decisão, ele ficou sem reação, surpreso, quis chorar, paraceia ser um misto de sentimentos, mas disse logo que queria!
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    Fizemos o requerimento para o juiz pedindo a guarda dele, pedindo pra ele ficar direto sem precisar voltar ao abrigo. Em um dia o juiz deu a guarda e depois da primeira noite de sono quando soube que seria nosso filho, disse pra minha mãe que aquela tinha sido a melhor noite da vida dele. “Dormi como uma pedra”, disse ele.
    O medo passou, a insegurança foi embora e tudo isso foi tomado pelo amor e a certeza que fizemos a melhor coisa na nossa vida. Deus sabe o que faz, a nossa vida que era tranquila, filminho final de semana, dormidinhas nas horas vagas se transformou em uma casa barulhenta com muita  risada. Dormidinhas, risos, nunca mais! Mas, minha casa é completa e feliz e agradeço a deus todos os dias pela família que me deu.
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    Penso que se as pessoas soubessem como é maravilhoso ser mãe e pai tardio, quem sabe não existiriam crianças em abrigos. Acredito que se fosse pra começar tudo de novo, começaria e não mudaria nada. Faria tudo de novo, igualzinho. Somos a família mais feliz do mundo! Somos os pais mais orgulhosos dos filhos que tem e assim somos muito felizes. Só de ver meus filhos dormindo lindos e felizes eu penso eu ganhei na loteria triplamente, e meu premio é maior que tudo nesse mundo.
    Brigida é cabeleireira e mãe do Isaías (13), Thiago (10), e Kívia (7).
 Clique aqui para conhecer outras histórias emocionantes!!!!

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

                                                                       {Adoção}

Falar sobre a adoção em família e sociedade é essencial para se vencer a ideia de que a filiação biológica é superior a adotiva. Esta impressão é sub-repticiamente lançada por expressões comuns e aparentemente inofensivas.


"Quantos filhos são seus mesmo?"
"Este é seu filho mesmo ou adotado?"
"Este é o que você está criando?".



Sei que as pessoas não fazem por mal, mas exteriorizam uma visão preconceituosa da adoção quando agem assim. TODOS os filhos são nossos, em afeto, em amor, em construção de nossa biografia em conjunto. Todos os filhos, biológicos ou adotivos, são criados por nós. Nosso cuidado, exercido no dia a dia, é que nos legitima como pais. A ausência desse cuidado é extremamente prejudicial a filhos, biológicos ou adotivos. Temos que criá-los todos.



O pai adotivo deve conviver amavelmente com estes inocentes preconceitos, com coragem de simplesmente negá-los, com um sorriso confiante de quem sabe que a adoção gera um amor tão profundo que dele não se pode falar sem emoção, sem palpitação.



Todo filho é "de verdade" quando você o ama intensamente; todo filho é 'seu mesmo' quando você é honesto com ele; todo filho é 'de criação' quando você lhe dá prioridade.
Sávio Bittencourt.






segunda-feira, 28 de outubro de 2013

#SOUMÃE

#NÃOSOUMÃESUBSTITUTA


Sou mãe há 2 anos e meio do WM que hoje tem 13 anos, da minha filha DM que tem 12 anos e há 7 meses ganhei e do MH (10 anos) e do LG (15 anos)apenas 2 meses e muito feliz com os meus quatro filhos fazendo parte da nossa família. Eles não nasceram na minha barriga, e sim no meu coração e de meu esposo. Nos sujeitamos a um processo de avaliação para receber nossos filhos e também entramos em trabalho de parto até o dia que finalmente puderam vir para casa. Infelizmente perdemos algumas etapas importantes da vida deles, principalmente do LG ,pois tem 15 anos e mesmo assim vamos construir daqui para frente, passado é passado e não volta mais.
Ah, sim... Como gostaríamos de ter compartilhado de cada etapa do desenvolvimento e da infância deles. Também já ouvi dos meus próprios filhos que eles gostariam de ter nascido na minha barriga e ter chegado bebê em nossa família. Não temos como mudar o passado, mas podemos mudar o presente e o futuro e hoje temos a possibilidade de vivenciar o dia a dia, as alegrias, as dificuldades, sonhar juntos...
Já temos uma história e continuamos a escrever esta história com amor, cuidado, afeto. 
Não parece que minha gatinha de 12 anos e os meus gatinhos de 10,13 e 15 anos estão tão pouco tempo  em nossa vida, parece que sempre fizeram parte. Conseguimos construir esses laços afetivos e de confiança e tirar o medo e a insegurança que eles trouxeram: medo de serem devolvidos, de não ser amados.


Desde o dia que nos conhecemos, sempre falamos que nossa decisão é para SEMPRE, que SERÁ DA NOSSA FAMÍLIA PARA SEMPRE, QUE SÃO FILHOS PARA SEMPRE. Entendemos que filho é filho, não é um objeto que se devolve, mas sim uma criança em desenvolvimento que POSSUI DIREITOS GARANTIDOS PELA CONSTITUIÇÃO E ECA. Uma criança em desenvolvimento que precisa ser amada e cuidada.
NÃO SOU E NUNCA SEREI FAMÍLIA SUBSTITUTA!!!! Se quiséssemos fazer esse papel, participaríamos de um programa de apadrinhamento ou voluntariado.
NÓS SOMOS FAMÍLIA!!! FAMÍLIA REAL, VERDADEIRA, PARA SEMPRE!!!

FAMÍLIA UNIDA PELO CORAÇÃO E POR LAÇOS DE AMOR ETERNO!!!

A sensação que tenho é que eles sempre foram meus,desde quando nasceram e não a pouco tempo onde Deus nos uniu por amor.
#FICADUDA


Allê Monteiro